São Tomé e Príncipe
São Tomé e Príncipe é um pequeno estado insular, situado no Golfo da Guiné, a cerca de 300 Km da costa africana, constituído por duas ilhas vulcânicas, que dão nome ao país, e pequenos ilhéus, entre eles, o das Rolas, que atravessa a linha do equador.

De uma beleza natural luxuriante, o arquipélago deve o seu nome a dois portugueses que alegadamente o descobriram em 1470, Pedro Escobar e João de Santarém, precisamente no dia do Santo Tomé, que dita a máxima do "ver para crer"! São Tomé, leve, leve é o mote de um país que ainda tem tempo para viver a vida, levando, sendo esta razão suficiente para se constituir com um exemplo para o resto da humanidade. De clima equatorial, as temperaturas anuais médias variam entre os 22 e os 30 graus Celsius, havendo diversos microclimas num território que ronda os 1000 Km2 para uma população de cerca de 160 mil habitantes, 70% dos quais, jovens e crianças. A segurança impera, sendo a criminalidade caracterizada por pequenos delitos, e o país vive em relativa estabilidade política, numa república de democracia representativa.
Por outro lado, a insularidade geográfica, associada à pequenez e à descontinuidade do território isolam o país do resto do mundo, provocando a limitação dos recursos minerais, o fraco dinamismo e falta de competitividade do seu tecido produtivo e tornando o país vulnerável face às exigências do mercado além-fronteiras. Nesse sentido, São Tomé e Príncipe é um dos países mais pobres do mundo, mundo esse que, por estar cada vez mais globalizado, deve tomar consciência de que a pobreza não é uma exclusividade dos países em vias de desenvolvimento, mas sim, um fenómeno internacional da responsabilidade de todos.
A Fundação da Criança e da Juventude acredita que o país caminha "com passos pequeninos, mas firmes em direcção a um mundo melhor", continuando a necessitar, contudo, da orientação exterior para o direccionar. A enorme dificuldade de acesso aos serviços sociais essenciais pela maioria da população, as infra-estruturas físicas em degradação, as instituições, os mecanismos para a implementação de programas e políticas existentes, assim como as capacidades humanas débeis, constituem grandes desafios para o Governo e para a sociedade civil santomense. Existem também grandes lacunas a nível da educação e as crianças sofrem diariamente pois não têm acesso a uma alimentação saudável, aos cuidados básicos de saúde, entre outros. É nesse sentido que a Fundação da Criança e da Juventude actua, sempre numa perspectiva pedagógica, não fosse o nosso público alvo as crianças e jovens do país, mas também, e principalmente, por considerarmos São Tomé e Príncipe como uma causa válida para a humanidade.